Cárie, Osmolaridade Salivar e Paralisia Cerebral
Através de diversos estudos realizados, pesquisadores têm observado uma relação entre danos neurológicos e o desenvolvimento de doenças orais.
A paralisia cerebral geralmente é acompanhada por alterações de sensação e cognição, sendo a causa mais comum de incapacitação na infância. Além disso, a paralisia está relacionada à altos índices de cárie dental, pois esses indivíduos têm dificuldade em manter a higiene bucal devido às suas limitações físicas/mentais. Nesse sentido, as principais características encontradas na saliva desses pacientes foram: redução do fluxo, do pH, comprometimento da capacidade tampão salivar, alterações na atividade de enzimas, e aumento da osmolaridade salivar o que está associado a um estado de hipo hidratação podendo levar a doenças bucais.
A partir da análise da participação de 99 crianças com paralisia, estas foram avaliadas no que se refere ao seu grau de comprometimento cognitivo e, também foram coletadas amostras de suas salivas as quais posteriormente foram avaliadas com um osmômetro. Dessa forma então, os resultados do estudo inferiram que os indivíduos que possuem um maior comprometimento motor e oral possuem maior risco em desenvolver cárie devido a apresentarem maior osmolaridade salivar. Esse fenômeno da osmolaridade é definido como a concentração de partículas osmoticamente ativas em solução e, através de sua medição corroborou a hipótese de que crianças com paralisia cerebral são hipo hidratadas.
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