Como a osmose se relaciona com a abertura dos estômatos nas plantas?


Para entender o que é um estômato assista a este vídeo bem explicativo do canal do professor de Biologia Guilherme :


Para o estabelecimento da biodiversidade vegetal um passo importante foi a colonização do ambiente terrestre. Para isso ocorreram várias adaptações relacionadas à diminuição da perda de água. Uma delas é o surgimento das estruturas que conhecemos como estômatos.
O funcionamento dos estômatos é praticamente igual nas variadas espécies de plantas terrestres e possui um mecanismo bem simples. As células-guarda que ficam ao seu redor possuem um espessamento da parede que circunda o poro estomático, assim, o aumento do volume celular causa a abertura do poro.
Esse ganho de volume resulta da entrada de água provocada por um acúmulo de solutos dentro das células-guarda. A ativação de uma enzima faz com que ocorra o bombeamento de prótons para o exterior da célula-guarda, gerando uma hiperpolarização da membrana. Isso faz com que canais transportadores de potássio se abram, permitindo a entrada desse íon na célula. O potássio é um dos íons responsáveis pela redução do potencial hídrico das células-guarda e, portanto, causa a entrada de água. Não é apenas o potássio que atua como osmólito na regulação estomática. Várias outras moléculas, como o malato, monossacarídeos e outros íons também ajudam neste processo. 
A regulação do funcionamento estomático é extremamente importante para adaptação das plantas, e responde de forma muito complexa às mudanças ambientais, diretamente relacionados aos aspectos fisiológicos e bioquímicos.
Em caso de desidratação das células, ocorre a perda de turgor, que por sua vez provoca o fechamento estomático e consequente redução da fotossíntese e respiração.

Referências:
VI Botânica no Inverno 2016 / Org. Miguel Peña H. [et al.]. – São Paulo: Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, Departamento de Botânica, 2016. 223p. : il. disponível em: https://www.researchgate.net/profile/Antonio_Azeredo_Coutinho_Neto/publication/318826409_Especies_reativas_de_oxigenio_em_plantas/links/59807f9fa6fdcc324bbe5ba4/Especies-reativas-de-oxigenio-em-plantas.pdf#page=153

Catuchi, Tiago Aranda, Guidorizzi, Fernando Vieira Costa, Guidorizi, Kezia Aparecida, Barbosa, Alexandrius de Moraes, & Souza, Gustavo Maia. (2012). Respostas fisiológicas de cultivares de soja à adubação potássica sob diferentes regimes hídricos. Pesquisa Agropecuária Brasileira, 47(4), 519-527. Disponível em: https://dx.doi.org/10.1590/S0100-204X2012000400007

Araújo, George & Torres Gomes, Fabiana & Silva, Marcelo & Maniçoba da Rosa Ferraz Jardim, Alexandre & José Laamon Pinto Simões, Vicente & Lypson Pinto Simões Izidro, José & Leite, Mauricio & Teixeira, Vicente & Silva, Thieres. (2019). Estresse hídrico em plantas forrageiras: Uma revisão. Pubvet. 13. 1-10. 10.31533/pubvet.v13n01a231.1-10. Disponível em: http://www.pubvet.com.br/artigo/5408/estresse-hiacutedrico-em-plantas-forrageiras-uma-revisatildeo 

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