Transporte de Gases

O que é o transporte de gases?

É a área da biofísica a qual estuda o mecanismo que os organismos utilizam para absorver os gases externos e levar até as suas células, principalmente a entrada de O2 e saída de CO2; os fatores que afetam esse mecanismo, e como essas trocas acontecem dentro do sistema biológico.



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AULA

Sobre o transporte de gases:
1. Entrada do ar no corpo;
2. Alvéolos e difusão simples de O2 pra hemoglobina;
3. Hemácia e conformação da hb;
4. Condições para afinidade de O2 e CO2;
5. lei de fick;
6. lei de henry;
7. Tecidos, saída de CO2 + H2O;
8. tamponamento do sangue por HCO3-
9. 2,3 Difosfoglicerato;
10. Relação hipóxia x 2,3 DFG x O2 em lugares altos.

Veja os slides da aula AQUI

- por Leomara Lima, Lucas Silva e Nina Peixoto


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MAPA MENTAL 

- Por Lucas Silva

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NOTÍCIAS

Monóxido de carbono: o perigo silencioso atrás da queima de combustíveis fósseis

Resultado de imagem para monóxido de carbono
  O monóxido de Carbono, de fórmula CO, é um gás incolor, inodoro, inflamável e menos denso que o ar atmosférico e é conhecido devido à sua natureza extremamente tóxica, pois é considerado um gás asfixiante. Os principais casos de asfixia são encontrados durante o inverno, quando ocorre uma maior queima de gases através de aquecedores a gás e fornos a lenha, por exemplo, mas sem que haja uma ventilação apropriada do local. 
  A principal forma de intoxicação por monóxido de carbono é respiratória. O CO chega aos pulmões, onde é difundido pelos vasos sanguíneos e combina-se à hemoglobina, responsável pelo transporte de O2 pelo corpo humano. Por ter cerca de 200 vezes mais afinidade à hemoglobina que o O2, o CO diminui a quantidade de hemoglobina disponível no organismo para o transporte de oxigênio, levando assim o indivíduo à morte por asfixia. 

Link da reportagem sobre asfixia por CO em Vazamento de gás: por que é tão perigoso e como você pode evitá-lo.

- Por Nina Peixoto



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É possível detectar a quantidade de CO no ar?

   Durante muito tempo as intoxicações por CO (monóxido de carbono) era frequentemente comum, principalmente intoxicação em garagem pelos gases que eram emitidos por carro. Com o evoluir da tecnologia alguns outros fatores tomaram as manchetes de jornais. Um caso recente foi dos brasileiros que morreram por intoxicação dos gases que vazaram do aquecimento de água. Essas mortes acontecem principalmente por asfixia, devido ao fato que o CO possui muito mais afinidade pela hemoglobina do que o próprio O2, fazendo com que os órgãos como coração e cérebro não sejam adequadamente oxigenados para manter suas funções.
   Recentemente, maio de 2019, foi apresentado um dispositivo que é capaz de medir a quantidade de CO e metano presente no ar. A argentina, um pais com alto índices de acidentes envolvendo esse gás, estuda tornar obrigatório a instalação desse aparelho em utensílios doméstico que demandam a utilização de gases.



   Baseando-se na tecnologia que o aparelho anteriormente comentado, os pesquisadores desenvolveram também um outro dispositivo que é passível de ser acoplado em celulares e que através de um aplicativo é capaz de predizer o perigo de intoxicação.
Para saber mais, clique AQUI.


- Por Lucas Silva

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ARTIGOS

   No Brazilian Journal of Forensic Sciences, foi publicado um artigo em 2016 por Daniela Inácio e Bruno Brandão com o tema "Toxicologia Forense: Intoxicação por Monóxido de Carbono em Carbonizados". Esse estudo teve como princípio analisar a ação no monóxido de carbono em vítimas fatais de incêndios, com o intuito de reconhecer se a vítima estava viva durante a carbonização de seu corpo ou se o óbito ocorreu antes por asfixiamento. A necrópsia desse tipo de vítima é complexo, pois é difícil classificar se houve ou não lesões em vitais e pós-mortai. São realizados dosagens de CO no sangue através do uso de ácido sulfúrico e aquecimento como dissociadores de monóxido de carbono da molécula de carboxiemoglobina, técnica essa conhecida por "cromatografia gasosa com detector de condutividade térmica"


   Link para o artigo: Toxicologia Forense: Intoxicação por Monóxido de Carbono em Carbonizados

- Por Nina Peixoto



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Como funciona o transporte dos gases?

  No trabalho de David Hasler e colaboradores publicado na revista PLOS Computation Biology em 2019, buscou criar um modelo pulmonar que fosse capaz de reproduzir técnicas que medem o grau de ventilação para predizer o grau de funcionalidade dos pulmões, e isso pode ajudar a entender como certas doenças que acometem esse órgão, como por exemplo a fibrose, danifica a rede de transporte de gases essenciais a vida. Além disso, esse trabalho traz uma revisão de todo o conteúdo relacionado ao transporte de gases, tais como a morfologia do sistema respiratório, o funcionamento e ventilação nos pulmões, o processo de difusão dos gases dos alvéolos pulmonares para o sangue, além dos modelos matemáticos que são amplamente utilizados.

   Ficou curioso para saber mais? Leia AQUI artigo completo.



- Por Lucas Silva


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Oxigênio é o melhor remédio!





Com o avanço da tecnologia, novas técnicas de cura estão se desenvolvendo. A oxigenoterapia hiperbárica é um desses exemplos. Essa técnica consiste em inalação de oxigênio puro, enquanto é submetido a uma pressão de 2 a 3 vezes a pressão atmosférica ao nível do mar, em uma câmara hiperbárica, que resulta em um aumento da pressão arterial e tecidual de oxigênio, promovendo maior agilidade no processo de cicatrização de determinada lesões. Para entender um pouquinho mais sobre essa técnica, e ver a sua eficiência, leia o artigo a seguir. Boa leitura!

Oxigenoterapia hiperbárica para tratamento de feridas - ARTIGO


- Por Leomara Carvalho Lima



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ATENÇÃO! ATENÇÃO! CHEGOU A HORA DA REVISÃO!

   Você se pergunta como que funciona o processo das trocas gasosas no nosso organismo? Não consegue entender qual a necessidade do oxigênio no nosso corpo? Gostaria de entender um pouco mais sobre os mecanismos que mantem nosso corpo em funcionamento?
Pois bem, seus problemas acabaram! 
Aqui temos sua solução no modelo "vários assuntos em um só": "Comparative respiratory physiology: the fundamental mechanisms and the functional designs of the gas exchangers", publicado em 2014 por John N Maina pela University of Johannesburg, é um artigo que trás uma belíssima revisão sobre os mecanismos físico e químicos das trocas gasosas no corpo humano e alguns outros organismo semelhantes, explicando desde a respiração, regulação de pH, leis físicas e até o design funcional dos transportadores de gases.

- Por Nina Peixoto


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Para além do monóxido de carbono!



  Quando pensamos em uma situação de incêndio, o monóxido de carbono nos vem logo à mente. Porém, estudos recentes apontam um outro vilão, presente em plásticos, vinil, lã, seda e algodão. O Ácido Cianídrico (HCN) é produzido através da queima incompleta dos compostos citados acima, devido a presença de Nitrogênio. Quando o gás cianídrico é inalado, ele percorre um caminho semelhante ao monóxido de carbono, se ligando ao íon de ferro presente na hemoglobina, entretanto, o HCN prejudica a cadeia respiratória da mitocôndria e a formação de ATP. O resultado é um aumento na presença de lactato, o que leva a um quadro de acidose metabólica, causando intoxicação do paciente, podendo levar à morte.

Ficou curioso para entender mais sobre esse processo? Clique aqui e confira o artigo na íntegra.

- Por Leomara Carvalho Lima

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Como eles lidam com isso?



  Que planeta Terra está passando por mudanças não é novidade para ninguém. Mas como as espécies vão lidar com isso, é outra história. Pensando nisso, Thayzi Oliveira Zeni e colaboradores, em 2016, produziram um artigo científico com o intuito de analisar quais adaptações estão sendo selecionadas em espécies de peixes, envolvendo variações de temperatura e alterações na quantidade de oxigênio dissolvido, e como esses parâmetros se relacionam.

Quer saber mais sobre essas adaptações? Clique aqui e acesse o artigo.


- Por Leomara Carvalho Lima


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CURIOSIDADES

Respire fundo e agradeça o seu peixe interior!



Você já parou para pensar como consegue respirar? Pois bem, esse ato tão vital que realizamos de maneira involuntária, possui uma trajetória evolutiva bem antiga e começa lá no período geológico Devoniano, com os peixes denominados Eusthenopteron. Em um período onde o oceano estava repleto de criaturas vorazes, a busca por novos ambientes era uma questão de sobrevivência. Esses peixes possuíam nadadeiras lobadas, o que permitiu que eles se aventurassem, ainda que de maneira restrita, na superfície do oceano. Com o passar do tempo, o ambiente foi selecionando formas que tornaram possível cada vez mais  a colonização do ambiente terrestre. Entretanto, essa colonização foi diretamente dependente da respiração do ar atmosférico, e o órgão que auxiliou nessa história evolutiva foi a bexiga natatória. Analisando organismos atuais que possuem relação evolutiva com essa linhagem, constatou-se que a bexiga natatória é maior, em relação a peixes que respiram exclusivamente o oxigênio dissolvido na água, e possui uma vascularização maior, ou seja, há mais sangue passando na parede deste órgão. Desta forma, quando o ar atmosférico era inalado, por uma abertura denominada espiráculo, e chegava na bexiga natatória, essa grande vascularização possibilitava que o oxigênio oriundo do ar atmosférico passasse da bexiga para o sangue, realizando a oxigenação do organismo. Essa é uma hipótese para o início da evolução de um órgão que hoje em dias chamamos de pulmão, e que nos possibilita continuar respirando sem nem ao menos pensarmos que estamos fazendo isso!



Para entender um pouquinho mais sobre esse assunto, assista o vídeo a seguir! 



- Por Leomara Carvalho Lima


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Por que ao escalar montanhas torna-se mais difícil respirar?



           
Durante a pratica de esportes que envolvem um aumento da altitude de maneira consideravelmente rápida, os praticantes tendem a sentirem um cansaço repentino e também uma dificuldade para respirar. Muito cientistas durante tempos tentaram buscar uma resposta para esse efeito, e hoje em dia sabe-se que com o aumento da altitude o oxigênio fica mais rarefeito e com isso há uma piora considerável durante a respiração e consequente absorção dos gases que nosso corpo demanda. Essa dificuldade pode causar  inúmeros danos nos praticantes desse tipo de esporte, que variam de um simples cansaço e até mesmo um edema cerebral devido a não oxigenação do órgão .
Você faz o estilo de pessoa que curte esses esportes mas ao mesmo tempo não quer que nenhuma mal ocorra? A globo esporte elaborou uma matéria que contempla as principais técnicas que vão fazer que o efeito da altitude tenha o menor impacto possível no corpo humano, e pode acessado pelo link.


- Por Lucas Silva


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O formato certo te ajuda a respirar melhor!

Você já ouviu falar da hemoglobina? Isso mesmo, são aquelas proteínas que circulam dentro de você e carregam o seu oxigênio pra lá e pra cá. Quando ocorre alguma alteração com essa proteína, a capacidade de transportar o oxigênio é comprometida, e assim entramos em um quadro clínico denominado anemia. Para conhecer um pouquinho mais sobre essas alterações, acesse o link AQUI. Boa leitura!


- Por Leomara Carvalho Lima

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Você sabia que pode aferir qual a oxigenação do seu sangue no conforto de casa?

Sim, hoje em dia já é possível fazer a medição de oxigênio sentado no sofá sem ter necessidade de ir até clinicas ou levar picadas para tirar sangue. Utilizando um aparelho denominado "oxímetro de pulso" é capaz de determinar o nível de oxigênio sanguíneo. O resultado que o aparelho apresenta é o nível de saturação do oxigênio, ou seja, a quantidade de oxigênio transportado no sangue.






Mas por que aferir a oxigenação sanguínea?
Hoje sabemos que muitas doenças podem ocasionar com que a necessidade de oxigênio que transita pelo sangue seja insuficiente. Para as pessoas portadoras dessa doença é de fundamental importância saber quando a concentração de oxigênio está muito baixa antes que haja uma sobrecarga de órgãos vitais, como o coração e o cérebro.


Ficou curioso para saber como funciona o oxímetro ou até mesmo se você precisa ter um em casa? Então basta clicar AQUI e ter acesso a essas informações e outras curiosidades sobre esse aparelho que pode salvar vidas.  

- Por Lucas Silva

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Alô, alô, você que procura mais conhecimento sobre a pressão parcial dos gases: seu lugar é aqui!


Numa linda brincadeira de 3 por 1, lhe trazemos um compilado de três materiais referentes ao assunto "relação entre exercícios físicos e a pressão parcial do O2 e do CO2 em nosso pulmão". 
Como já sabemos, os exercícios físicos só são possíveis de serem realizados, porque nosso corpo possui energia para tal. Essa energia, proveniente da via glicolítica e do Ciclo de Krebs, só é possível por causa do O2 que inspiramos a cada instante. Mas como esse O2 chegou às nossas células? E como que o CO2 saiu de lá? Isso tudo acontece, além de vários outros mecanismos que auxiliam no processo, por causa da pressão parcial desses gases sobre a hemoglobina. 



LEMBRE-SE: nos pulmões, quanto maior for a PaO2, menor é a PaCO2, portanto o CO2 se dissociará mais facilmente e o O2 se associará ao grupo heme da Hb. Nos tecidos, a PaO2 diminui, o que facilita a dissociação do O2 que entrará na célula. Enquanto isso, a PaCO2 estará elevada, facilitando a associação de CO2 à Hb, que o levará de volta aos pulmões.

Se você tem alguma dúvida sobre como esse processo funciona, leia um pouco em "Pressão Parcial de Gases no Exercício Físico", um artigo publicado na Revista USP em 1988. Apesar de antigo, ele é super didático para entender o processo das trocas gasosas.
E como os exercícios físicos afetam a capacidade de ar de nossos pulmões? Saiba um pouco mais sobre em A prática de atividades físicas age diretamente sobre a capacidade pulmonar, uma notícia publicada em 2011 baseada num artigo publicado pelo Laboratório de Estereologia da Faculdade de Medicina Veterinária da USP.


E quando adicionamos a variável "altitude"? O que acontece com a pressão parcial dos gases em nossos pulmões? E se fizermos exercícios? Em A altitude influencia o desempenho de atletas profissionais de Jiu-Jitsu?, temos uma revisão de literatura que fala sobre como a pressão parcial somada à aclimatação em grandes altitudes influenciam no desempenho de exercícios (nesse caso, focando no Jiu-Jitsu).

- Por Nina Peixoto

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ELEVATION

"A mole, digging in a hole
Digging up my soul, now
Going down, excavation
I and I in the sky
You make me feel like I can fly
So high, elevation"


  Apesar da cantoria no início desse artigo, não é sobre a canção que irei falar. É sobre um mamífero cilíndrico e pequeno, cavador de buracos e que estampou o refrão de Elevation, música cantada pela banda U2. Sim, é dela que estamos falando: A TOUPEIRA.
  Esses animais peculiares passam quase que sua vida inteira no subsolo. Com olhos rudimentares que só distinguem o claro do escuro e grandes patas para cavar, a toupeira não tem grandes motivos para sair de seus túneis. Mas no meio de tanto cavocar, como que esses animais fazem para conseguir oxigênio debaixo da terra? 
  Em um estudo feito pela BMC Evolutinary Biology, cientista descobriram que a toupeira possui modificações na conformação de sua hemoglobina que acabam por ter uma menor afinidade pelo oxigênio. A proteína Hb perdeu suas cavidades de ligamento com a molécula 2,3-difosfoglicerato, o que abriu mais canais para o CO2. Dessa maneira, esses animais inalam e exalam o mesmo ar sem se intoxicar.
 De acordo com o líder da pesquisa Campbell, esse resultado foi inesperado, mas acredita que pode ser comum em animais que vivem no subterrâneo.

A notícia sobre essa pesquisa pode ser acessada em "How Moles Survive Subterranean Life".

- Por Nina Peixoto

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Palestra sobre Fisiologia da Respiração

Você quer se aprofundar mais no assunto sobre as trocas gasosas pulmonares, mas só entende bem o conteúdo se alguém lhe explicar?
Em Pulmonary Gas Exchange, temos dois vídeos (parte I e II) de uma super aula sobre o assunto. A aula é ministrada pelo MD-PhD John B West, que leciona na UC San Diego. Ministrada em forma de palestra, conta com a presença de gráficos explicativos para ilustrar o conteúdo apresentado.

Os vídeos apresentam quase 2h de conteúdo explicado! Vale muito a pena conferir, principalmente se você tiver facilidade com a língua inglesa.

Pulmonary Gas Exchange Part I



Pulmonary Gas Exchange Part II


- Por Nina Peixoto
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VÍDEOS


Como o Oxigênio conseguem circular pelo sangue?

            Você já parou para pensar como o oxigênio que utilizamos em nossas células consegue sair do ar que respiramos e chegar até lá? Existe uma grande interação entre órgãos como o coração, pulmões, cérebro e até mesmo os rins para garantir que as células estejam sempre abastecidas para realizarem suas atividades, que quase sempre irá demandar O2 para a produção de energia. De forma resumida e descontraída a plataforma TED elaborou um vídeo ilustrativo capaz de elucidar muito bem como ocorrem todo esse processo. 





- Por Lucas Silva


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Os mutantes do X-Men existem?



É… em partes. Os Sherpas são um grupo étnico que habitam elevadas altitudes no Nepal, sem sofrerem biologicamente por isso. Esse acontecimento é produto da evolução humana, a qual selecionou fenótipos com característica bem adaptadas a esse ambiente. Em comparação com o resto da população humana, a qual sofre biologicamente com altitudes elevadas, podemos considerar os Sherpas humanos com superpoderes, como os mutantes do X-Men rs. Para entender um pouquinho mais sobre as adaptações do Sherpas, assista o vídeo a seguir!


- Por Leomara Carvalho Lima


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E aí, quanto tempo você aguenta ficar sem respirar em baixo da água

Todos organismos precisam abastecer os órgãos, tecidos e células constantemente oxigenados, porém diferentemente dos peixes não temos capacidade de retirar o oxigênio da água e utilizar na respiração então não conseguimos ficar durante muito tempo submersos. Alguns mecanismos do nosso próprio corpo fazem questão de nos lembrar que precisamos respirar para não morremos, mas será que tem como burlar esses mecanismos? No vídeo abaixo é explicado de maneira simples como nosso corpo é capaz de atuar na falta de oxigênio


- Por Lucas Silva
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Como respirar assim?


Existem várias substâncias que afetam a nossa saúde, e uma das mais conhecidas, e possivelmente, mais consumida é o cigarro. Mas você sabe o que acontece no seu organismo quando você manda para dentro todos os componentes presentes no cigarro? E como ela afeta a ligação do oxigênio com a hemoglobina? Assista o vídeo abaixo e conheça um pouquinho mais dos efeitos ao consumir o cigarro.


- Por Leomara Carvalho Lima

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Você conhece a anemia falciforme?

  Essa é uma anomalia é uma doença hereditária que altera o formato das hemácias, comprometendo o fornecimento de oxigênio para as células, já que ela que fica em formato de foice. Para entender mais sobre esse assunto, assista o vídeo abaixo.


- Por Leomara Carvalho Lima


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QUIZ - 12 questões com gabarito no final


01. Dos sistemas respiratórios abaixo descritos, qual é o único que não depende do sistema circulatório para fazer o transporte de gases? 
a) As brânquias de um camarão. 
b) Os pulmões de um réptil. 
c) A pele de uma minhoca. 
d) O sistema traqueal de um inseto. 
e) As brânquias de uma ave.



02. O peixe-boi (Ordem dos Sirênios) apresenta como defesa o comportamento de permanecer imerso por até vinte minutos. Isso é viável porque o animal: 
a) Utiliza um espiráculo que não permite a troca de gases, quando na submerso. 

b) Aumenta seu metabolismo e, assim, não há gasto de energia. 

c) Mantém o equilíbrio hidrostático conferido pela bexiga natatória. 

d) Otimiza o uso do oxigênio obtido diretamente do ar atmosférico.



03. Um dos poluentes mais perigosos para os habitantes das grandes cidades, como a de São Paulo, é o CO (monóxido de carbono). É um gás incolor, inodoro e muito venenoso. Ele tem a propriedade de se combinar com a hemoglobina das hemácias, inutilizando-as para o transporte de O2 pelo corpo. O bloqueio do transporte de O2 ocorre porque o CO: 


a) Destrói a superfície da hemoglobina. 

b) Provoca alterações na estrutura espacial da hemoglobina. 

c) Destrói as ligações entre os polipeptídeos que formam a hemoglobina. 

d) Retira o átomo de manganês da molécula de hemoglobina. 

e) Combina-se com o átomo de ferro da hemoglobina, formando um composto estável.



04. Durante a respiração celular, será produzido gás carbônico, que se difunde para o líquido que banha os tecidos e é reabsorvido pelos capilares. A maior parte do gás carbônico penetra nos (1), onde reage com (2), formando (3), que se dissocia em (4) e (5). Marque a alternativa que contém as palavras que completam corretamente a frase, substituindo os números entre parênteses. 


a) Leucócitos, oxigênio, íon bicarbonato, ácido carbônico, íon hidrogênio. 

b) Eritrócitos, íon hidrogênio, ácido carbônico, água, íon bicarbonato. 

c) Eritrócitos, água, ácido carbônico, íon hidrogênio, íon bicarbonato. 

d) Leucócitos, íon hidrogênio, ácido carbônico, água, íon bicarbonato.



05. O relacionamento físico entre a pressão de oxigênio (PO2) e a ligação do oxigênio com a hemoglobina podem ser estudados por pesquisadores in vitro nos laboratórios. O resultado deste estudo e a curva de dissociação do oxigênio da hemoglobina, representada no gráfico abaixo. 






Sobre esta curva, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa que corresponda somente a afirmativas incorretas. 

I. Na PO2 alveolar e arterial normal, cerca de 98% das hemoglobinas estão ligadas ao O2. II. Com a elevação da PO2 (mmHg) ocorre uma diminuição na saturação da hemoglobina. III. Na PO2 da célula em repouso, cerca de 72% do oxigênio ligado as hemoglobinas servem como reservatório para as células, caso seu metabolismo aumente. 

IV. Redução na PO2 de 60 para 40 mmHg produz menor dissociação do oxigênio da hemoglobina do que a redução da PO2 de 80 para 60 mmHg. 


a) II e IV. 

b) II e III. 

c) III e IV. 

d) I e III. 

e) I e IV

06. É fato conhecido que alguns peixes (dipnoicos) são capazes de sobreviver em águas cuja concentração de oxigênio é bastante baixa. Tal fato se deve a quê?

a) Não  respiram oxigênio. 
b) Por não possuírem opérculo, deslocam-se com maior velocidade, aumentando o fluxo d’água através da boca e, consequentemente, garantem uma maior oxigenação nas suas brânquias. 
c) Possuem uma respiração celular muito menos intensa que os demais peixes. 
d) Suas brânquias apresentam uma vascularização muito maior que os demais peixes, bem como um número muito grande lamelas. 
e) São capazes de respirar o ar atmosférico por meio da bexiga natatória.


07. Num incêndio é comum o indivíduo morrer, antes por asfixia, do que por queimaduras. Tal situação ocorre, porque:

a) a fumaça destrói os leucócitos.
b) as plaquetas são destruídas na presença do monóxido de carbono.
c) a hemoglobina combina-se com o monóxido de carbono, formando um composto estável, tornando-se irrecuperável.
d) a hemoglobina combina-se com todo o oxigênio disponível.
e) a hemoglobina, nessa situação, só transporta dióxido de carbono.

08. Um atleta em repouso prepara-se para o início da corrida. Faz alguns exercícios para aquecimento e põe-se a correr. Com a atividade muscular intensa, a taxa de _________________ aumenta em decorrência da respiração celular, o que provoca _________________do pH sanguíneo. Essa alteração do pH sangüíneo estimula o centro respiratório, que origina impulsos nervosos que vão _____________. O ritmo respiratório intensifica-se promove a eliminação mais rápida do CO2 e a captação O2 para o sangue. Assinale a alternativa que completa corretamente os espaços do texto.

a) gás carbônico __ uma redução __contrair o diafragma os músculos intercostais

b) oxigênio __ um aumento __ contrair o diafragma e músculos intercostais
c) gás carbônico __ um aumento __ contrair o diafragma e os músculos intercostais
d) oxigênio __ um aumento __ contrair os alvéolos pulmonares
e) gás carbônico __ uma redução __ contrair os alvéolos pulmonares


09. A  velocidade  dos  movimentos  respiratórios  aumenta  quando,  no  sangue,  a concentração:

a)  da uréia aumenta
b)  da carbo-hemoglobina diminui
c)  de CO2 é alta
d)  da oxi-hemoglobina é alta


e)  da carbo -hemoglobina permanece constante

10. A habilidade da hemoglobina para captar ou liberar O2 depende da pressão parcial de O2 (PO2) no seu ambiente. Quando a PO2 do plasma sanguíneo é alta, como habitualmente acontece nos capilares dos pulmões, cada molécula de hemoglobina pode transportar sua carga máxima de quatro moléculas de O2. Assim, o sangue que circula através dos vasos pelo corpo encontra valores mais baixos de PO2. Nesses valores mais baixos de PO2, a hemoglobina libera algum O2 que estava transportando. […]. Isso significa que, em condições metabólicas normais à medida que o sangue circula ao longo do corpo, somente cerca de uma das quatro moléculas de O2, que a hemoglobina carreia é liberada para os tecidos. Isso parece ineficiente, mas é, na verdade, bastante adaptativo, pois a hemoglobina mantém 75% do seu oxigênio na reserva para satisfazer as necessidades de demandas máximas. A partir do texto e da análise do gráfico apresentado a seguir, é possível concluir:


a) A captação da quarta molécula de O2 pela hemoglobina requer um aumento significativo da PO2, se comparado à captação das outras três primeiras moléculas.
b) Uma reserva de até 25% de oxigênio é mantida pela hemoglobina durante a demanda comum do corpo e pode ser liberada para os tecidos, se houver uma baixa da PO2.
c) A PO2 presente no sangue tende aumentar à medida que o fluido sanguíneo se desloca através dos vasos em direção aos tecidos.
d) A hemoglobina que retorna ao coração através do sangue apresenta aproximadamente 50% da capacidade máxima de captação de oxigênio.
e) Em situações de demanda máxima de oxigênio, é esperada uma taxa entre 60% a 80% de PO2 presente no sangue.

11. Na figura, as curvas mostram a variação da quantidade relativa de gás oxigênio (O2) ligado à hemoglobina humana em função da pressão parcial de O2(PO2), em pH 7,2 e pH 7,4. Por exemplo, a uma PO2 de 104 mmHg em pH 7,4, como a encontrada nos pulmões, a hemoglobina está com uma saturação de O2 de cerca de 98%.


a) Qual é o efeito do abaixamento do pH, de 7,4 para 7,2, sobre a capacidade de a hemoglobina se ligar ao gás oxigênio?


b) Qual é a porcentagem de saturação da hemoglobina por O2, em um tecido com alta atividade metabólica, em que a PO2 do sangue é de 14 mmHg e o pH 7,2, devido à maior concentração de gás 

c) Que processo celular é o principal responsável pelo abaixamento do pH do sangue nos tecidos com alta atividade metabólica?

d) Que efeito benéfico, para as células, tem o pH mais baixo do sangue que banha os tecidos com alta atividade metabólica?

12. Em  Biologia,  a  palavra  respiração  é  usada  para  se  referir  a  dois fenômenos:  o processo  fisiológico  das  trocas  gasosas  no  organismo  e  a  respiração  que  ocorre na célula.  Estes dois fenômenos estão interligados porque: 
a) a respiração celular deve  fornecer  oxigênio  aos  tecidos  para  que  ocorram  as trocas gasosas;
b) a respiração celular depende do oxigênio captado pela respiração fisiológica;
c)  o  processo  de  trocas  gasosas  fornece  ATP  para  ser  utilizado  na  respiração  celular;
d) tanto o processo de trocas gasosas como a respiração celular produzem ATP;

GABARITO
1- d
2- d
3- e
4- c
5- a
6- e
7- c
8- a
9- c
10- a
11-
a) O abaixamento do pH reduz a capacidade de a hemoglobina ligar-se ao oxigênio. 
b) Levando em consideração os dados apresentados pelo gráfico, a porcentagem de saturação da hemoglobina, nas condições propostas, será de aproximadamente 10%. 
c) O processo é a respiração celular, que produz gás carbônico. A reação desse gás com a água leva ao abaixamento do pH. 
d) O efeito benéfico é o de favorecer a liberação de oxigênio pela hemoglobina para os tecidos.
12- b


- Por Leomara Lima, Lucas Silva e Nina Peixoto

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